Diz o "Público" que na avaliação externa das escolas, no parâmetro "Liderança" 53.6% foram classificadas com "Bom" e 33.8% com "Muito Bom". Para quem é mau em contas, isto dá um total de 87.4% classificadas com "Bom" ou "Muito Bom". Acresce que 70% das escolas obtiveram a classificação de "Bom" no parâmetro "prestação do serviço educativo". Se isto correspondesse a qualquer realidade, estaríamos no melhor dos mundos, claro.
Espero a partir de agora todos percebam para que servem as quotas e aceitem que sem a sua introdução não existe qualquer possibilidade de uma avaliação honesta do que quer que seja.
Não frequento escolas há muito tempo, mas também me parece que os resultados estão empolados, "por defeito" do que me é dado a perceber no meio, nas notícias e nos comentários de quem tem filhos a estudar.
ResponderEliminarNão conheço a discussão que referes de quotas, mas, para mim, a avaliação teria de ser feita pelos intervenientes do sistema escolar, e eventualmente, se necessário, com recurso a uma parte em outsourcing, desde que ponderada pelos restantes elementos.
E deveria seguir as melhores práticas nesta área.
O primeiro princípio seria o do anonimato, como é óbvio.
Depois, professores, funcionários, alunos e pais teriam que ter participação na avaliação, em formato a aprovar por conselho pedagógico e científico.
Os resultados teriam de ser públicos e a discussão, análise e correcção dos desvios encontrados resolvidos nos conselhos apropriados.
Dá trabalho, é verdade, mas de outra forma será sempre uma construção pobre e inconsequente.
Ab
Tiago
Estava a referir-me à contestação dos sindicatos à existência de quotas na avaliação dos professores. Quanto à avaliação das escolas, que é o que está aqui em causa, existem c/ certeza mtªs metodologias e nem sequer sou especialista, pelo que não me vou meter no assunto. Mas sem quotas acontece como nos livros sobre vinhos: 14.5 ou 15 são as piores notas que por lá encontras.
ResponderEliminar