O país ensandeceu... Definitivamente, perdeu e o juízo e o decoro. Tornou-se estúpido, potenciando o pior que existe em si. A sua intelectualidade, aquilo a que deveria chamar-se "elite" (e uma sociedade é muito daquilo que forem as suas elites), a sua "intelligentsia" perde horas horas a fio, dias, a discutir algo que não deveria merecer mais de um minuto de conversa: se um político "maçon" deve ser obrigado a declarar esta sua filiação, obrigatoriedade que, a acontecer, constituiria grave violação de um dos princípios básicos do Estado Democrático - começar-se-ia por aí, mas desconhece-se onde acabaria; ouve, sem grande espanto, uma venerável anciã, conselheira de Estado, ex-ministra e ex-líder de um dos seus principais partidos políticos, propor uma género de "endlösung" à portuguesa, tendo como único objectivo poupar dinheiro ao Estado à custa da morte de alguns dos seus cidadãos; à esquerda, nela se incluindo uma parte do partido socialista - o que é lamentável - investe-se contra um bem sucedido grupo económico, dos poucos que se internacionalizou com dimensão, porque ousou, legal, legitimamente e num acto de boa gestão, transferir a sua "holding" para um outro país comunitário, no cumprimento de um direito que lhe assiste e tendo como objectivo o seu fortalecimento e o normal desenvolvimento dos negócios; no desporto, pasma-se ao ver um clube prestigiado, outrora dirigido por gente educada e cordata e que me habituei a respeitar enquanto rival, assumir como seus os comportamentos à margem da lei de um grupo de energúmenos que se auto-intitula de "claque". Ah!, e posto isto não quero falar de um primeiro-ministro que resolveu fazer, agora no governo, tudo ao contrário do que afirmou em campanha eleitoral, porque disso, infelizmente, já vamos tendo, desde há muito, dose suficiente para não estranharmos.
Leio-te e lembro-me sempre da inaptidão actual, ancestral e transversal da nossa sociedade em geral, em termos macros, ou seja enquanto país, em conseguir traçar um plano estratégico de desenvolvimento com respectivos objectivos mensuráveis e temporais, apoiado nos seus pontos fortes, eliminando os seus pontos fracos, aproveitando oportunidades e evitando/trabalhando as ameaças.
ResponderEliminarO resultado está à vista de forma trágica, como (bem) descreves, agudizado pela conjuntura desfavorável que transforma tudo em actos ainda mais absurdos, para além desta tendência nacional para a parvoíce, particularmente grave por quem tem responsabilidades de governação.
Mas, analisado à lupa, não é mais do que um desgoverno exacerbado causado por uma falta de orientação estratégica clara.
As consequências para quem aqui vive(rá), e para o país enquanto elemento unificado de pessoas, que se quer próspero, são e desenvolvido, essas serão bem mais graves do que actualmente parecem!
abraço
Olha, já nem sei que mais diga...
ResponderEliminarAbraço