domingo, julho 31, 2011

SCP - Valência

Domingos terá começado ontem a sentir na pele (homem inteligente, que o é, certamente já o teria percebido) que o SCP não é o SC Braga e que, portanto, não só o tempo é agora um bem demasiado escasso, como qualquer resultado negativo será de imediato levado ao seu passivo, principalmente depois do investimento efectuado este defeso. E não haverá contemplações.

Nota: numa pequena nota deixada no "twitter" depois de ver a primeira-parte do jogo contra a "Juve", escrevi que, com um "bloco" tão subido, o SCP iria ter problemas contra qualquer equipa que jogasse com avançados rápidos e passes longos para as costas da sua defesa, princípios de jogo muito comuns na grande maioria das equipas portuguesas da chamada 2ª linha. Nunca pensei ter razão tão cedo.

"South Riding" - estreia hoje em Portugal na RTP2 (22.33h)

"South Riding" (BBC - 2011)

sexta-feira, julho 29, 2011

"Almost Strangers" (15)


"Almost Strangers", de Stephen Poliakoff (2001)

Um "lampião" fala do seu rival SCP

Acho foi José Eduardo Bettencourt que disse, e com toda a razão, que o SCP investia demasiado para ser apenas terceiro e de menos para conseguir ser um dos dois primeiros. Não sei bem porquê, ou melhor, sei mas não digo porque não quero perder a amizade dos meus amigos "lagartos", ultimamente, e perante as contratações do SCP neste "defeso", tenho-me lembrado muito desta frase.

Noruega (5)

Edvard Grieg - "Morning Mood"
Da "suite" nº 1 de "Peer Gynt"
The Jerusalem Orchestra

"Elephant" (6/10) - para melhor entender o massacre de Utoya

"Elephant", de Gus Van Sant (2003)
Legendas em castelhano

quinta-feira, julho 28, 2011

"Almost Strangers" (14)


"Almost Strangers", de Stephen Poliakoff (2001)

A proposta de Seguro...


Pois, nos seus princípios a proposta até parece aliciante. O problema é que a política não existe nem se constrói no vazio, isto é, sem ter em conta as condições existentes a cada momento, incluindo a correlação de forças sociais e políticas. Por isso mesmo, aquilo que em dado momento se possa julgar correcto e exequível pode, dias, semanas, meses ou anos depois, ser politicamente absurdo, contraproducente ou até mesmo inexequível. O que me parece é que António José Seguro, para agradar ao populismo dominante, está aqui a cair no habitual erro de confundir moral com política, o que, como sabemos, tende sempre a dar péssimo resultado.

Noruega (4)

Edvard Grieg - "In the Hall of the Mountain King"
Da suite nº1 de "Peer Gynt"
Deutsches Filmorchester Babelsberg sob a direcção de Scott Lawton

"Elephant" (5/10) - para melhor entender o massacre de Utoya


"Elephant", de Gus Van Sant (2003)
Legendas em castelhano

Das indemnizações por despedimento

Não é honesto da parte do governo ou das organizações patronais invocar o valor médio pago na UE a cada trabalhador despedido (segundo o governo, 10 dias por cada ano de trabalho) para adoptar idêntico procedimento em Portugal. Do mesmo modo como não o seria se as organizações dos trabalhadores utilizassem argumento semelhante para impor um valor mais elevado do salário mínimo ou quaisquer outras condições laborais eventualmente mais favoráveis. Argumento idêntico seria em princípio válido para quaisquer outras áreas ou sectores de actividade:  se as médias da UE constituem um indicador relevante, há que ter também em conta outros indicadores bem como as diversas condições específicas de cada país e mercado. E se a convergência é um objectivo possível e desejável, essa mesma convergência terá que ser feita no longo-prazo e considerando todas essas condições e indicadores que há que fazer evoluir. É que a competitividade engloba muitos factores, e não me parece justo nem consequente com o seu desejável aumento focar a atenção governativa apenas em alguns, porventura nem sequer os mais relevantes, e esquecer outros, como a justiça ou as necessárias reformas na administração pública (para citar apenas dois exemplos), desde sempre e até aqui tomados como prioritários. 

quarta-feira, julho 27, 2011

"Almost Strangers" (13)


"Almost Strangers", de Stephen Poliakoff (2001)

SLB - Trabzonspor

Como sempre disse e se tem vindo a provar, e ao contrário da opinião expressa pela ignorante maioria da imprensa desportiva, não era a defesa que devia preocupar, sabendo que vinham Luisão, Garay, Emerson, Capdevilla, Maxi e ainda havia Amorim. Hoje, com a equipa turca a jogar durante a primeira-parte com um bloco muito baixo, o problema do SLB não foi a habitual falta de bola (o Trabzonspor deu-lha), mas a ausência de objectividade na frente de ataque já denotada em muitos jogos da época passada e na actual pré-época. Foi preciso os turcos subirem as linhas, na segunda-parte, e a entrada de um jogador mais objectivo e rompedor como Nolito para o jogo se resolver. Um bom resultado, claro, até porque os turcos estão longe de serem "primos do Manel ceguinho"

A batalha pela Noruega na WW II (3/3)

Noruega (3)

Joseph Haydn - Concerto para trompete em Mi bemol maior
3º andamento (allegro)
Tine Thing Helseth e a Norwegian Chamber Orchestra

Do desaparecimento de Passos Coelho às dificuldades do PS

  1. Um dos factos curiosos relacionados com o actual governo prende-se com o relativo apagamento do primeiro-ministro ou, digamos, com o papel secundário a que Pedro Passos Coelho foi ou se tem remetido. E não é caso único, já que um político experiente e "high profile" como Paulo Portas se tem também deixado ficar na sombra. Nem mesmo o conselheiro político Relvas tem dado sinais inequívocos da sua existência. Na prática, tem sido o independente Vítor Gaspar, sem experiência política anterior relevante, a assumir o papel de vedeta do executivo. Subalternização da política "pura e dura" ou submissão desta ao diktat das questões financeiras de curto-prazo?
  2. Não me parece as dificuldades do PS na oposição se reduzam ao facto de ter estado sem líder e se ter comprometido (e fez bem) com o MoU. O facto da sua estratégia de adiamento do "bailout", esperando entretanto ajuda de uma mudança de estratégia da UE, ter acabado por falhar, vendo-se obrigado a ele recorrer, bem como as dificuldades demonstradas, nos últimos anos do seu governo, para reduzir o "déficit" público aos ritmos acordados jogarão também papel importante nessas mesmas dificuldades. Já não falando, claro, no facto visível de ser o MoU, autêntico "plano-guia" para os próximos anos, um fato muito mais à medida de PSD e CDS.

"Elephant" (4/10) - para melhor entender o massacre de Utoya

"Elephant", de Gus Van Sant (2003)
Legendas em castelhano

Sobre Amy Winehouse

Qualquer semelhança entre as mortes de Amy Winehouse, por um lado, e Janis Joplin, Jimmy Hendrix, Brian Jones e Jim Morrison, por outro, me parece apressada e abusiva. Se todos eles viveram muito depressa entre "sex, drugs and rock & roll", estes últimos fizeram-no como expoentes de um vasto e multifacetado movimento social de uma geração que, usando muitas vezes a música como expressão artística fundamental (mas não só), ousou, e em grande parte conseguiu, mudar o mundo tal como até aí era vivido e conhecido.

terça-feira, julho 26, 2011

"Almost Strangers" (12)


"Almost Strangers", de Stephen Poliakoff (2001)

A batalha pela Noruega na WW II (2/3)

O governo de Passos Coelho, as primeiras medidas e os interesses corporativos

No tempo dos governos de José Sócrates (como esses tempos parecem agora já tão longínquos!...), o fecho de umas pseudo-urgências do SNS quase deu origem a uma Maria da Fonte do século XXI. O encerramento de umas maternidades, sem que nada de essencial fosse afectado na qualidade dos serviços prestados - antes pelo contrário -, deu origem, nos "media", a um surto de nascimentos em ambulâncias e, no terreno, a uma vaga de patrioteirismo anti-castelhano que julgávamos enterrada já desde os tempos do hóquei em patins patriótico de Vaz Guedes e Livramento, para não falar dos primos Correia. Com o aumento de preço de alguns combustíveis, em grande parte ditado pelo agravamento de custo da matéria-prima, o país quase paralisou, tal como aconteceu com a tentativa de avaliar o trabalho efectuado pelos que ensinam os nossos filhos e netos e dessa avaliação fazer depender a respectiva remuneração. E já não falo da efeverscência com que justiça e forças de segurança se foram comportando ao longo destes últimos anos, precavendo-se contra quaisquer interferências. Por último, e para ser justo, deixem-me recuar aos tempos do último governo de Cavaco Silva, em que um aumento nas portagens da ponte 25 de Abril gerou bloqueios e tumultos importantes, com os camionistas em lugar de comando ou pelo menos de destaque.

Agora, com o governo de Pedro Passos Coelho em funções há pouco mais de um mês, o país assiste, impávido e sereno, quase como que anestesiado, ao lançamento de um imposto extraordinário que fica a dever bastante à equidade, e a um aumento exponencial do preço dos transportes que penaliza essencialmente os mais pobres, os que não têm alternativa senão pagar. Vá lá, saúda-se a mais do que justa introdução de portagens em Agosto na ponte 25 de Abril, embora não se toque no valor das mesmas (agora que existe uma alternativa) não fosse o diabo tecê-las. Se formos ver, reparar bem, todas estas medidas apresentam uma característica comum: não obedecem a nenhum intuito reformista e não ferem exclusivamente os interesses de quaisquer das habituais corporações. E agora chamem lá estúpido ao governo!...

Noruega (2)

Joseph Haydn - Concerto para trompete em Mi bemol maior
2º andamento (andante)
Tine Thing Helseth e a Norwegian Chamber Orchestra

"Elephant" (3/10) - para melhor entender o massacre de Utoya

"Elephant", de Gus Van Sant (2003)
Legendas em castelhano

segunda-feira, julho 25, 2011

"Almost Strangers" (11)


"Almost Strangers", de Stephen Poliakoff (2001)

Violência e sociedades

Quando acontecem atentados e, principalmente, massacres em países como a Noruega, imediatamente lemos e ouvimos expressões de incredulidade por tais acontecimentos poderem ter lugar em países pacíficos, sociedades abertas e tolerantes, como se tal violência pudesse ser exclusiva de países e sociedades que nos habituámos a associar, bem ou mal, a uma tradição de violência e radicalismos intolerantes, mesmo que democráticas. Convém talvez lembrar que se o comunismo surgiu na violenta Rússia dos "czars" e a América que nos habituámos a associar aos massacres escolares, embora pátria da democracia, se fundou na violência, no segregacionismo, na escravatura e em alguns fundamentalismos religiosos, o nazismo nasceu, cresceu e implantou-se na nação mais culta da Europa, pátria de Beethoven e Schiller, berço do romantismo e de nomes fundamentais da literatura, da filosofia e da música. Ah!, dir-me-ão, mas também do militarismo prussiano. Pois... mas a esses limitar-me-ei a lembrar a História para lhes dizer que o relacionamento entre os militares prussianos e o nazismo foi sempre tudo menos pacífico, para não dizer mesmo conflitual, algumas vezes ao ponto da ruptura.

A batalha pela Noruega na WW II (1/3)

Noruega (1)

Joseph Haydn - Concerto para trompete em Mi bemol maior
1º andamento (allegro)
Tine Thing Helseth e a Norwegian Chamber Orchestra

Breivik, a Noruega e os direitos, liberdades e garantias

Anders Breivik, autor do atentado de Oslo e do massacre de Utoya, ficará em prisão preventiva por um prazo de oito semanas (ao que julgo saber, o máximo na Noruega), não podendo manter qualquer contacto com o exterior até 22 de Agosto próximo. O contraste com o modo como outros países ocidentais têm lidado com o terrorismo parece-me, pelo menos para já, evidente, e este caso constituirá também uma oportunidade única para um país democrático e civilizacionalmente avançado como o é a Noruega demonstrar que é possível lidar com a barbárie e punir os seus responsáveis sem pôr em causa o Estado de Direito Democrático e mantendo intactos direitos, liberdades e garantias. Enfim, mantendo-se fiel aos seus princípios civilizacionais e sem que seja necessário a democracia "siga dentro de momentos".

"Elephant" (2/10) - para melhor entender o massacre de Utoya

"Elephant", de Gus Van Sant (2003)
Legendas em castelhano

domingo, julho 24, 2011

"Elephant" (1/10) - para melhor entender o massacre de Utoya

"Elephant", de Gus Van Sant (2003)
Legendas em castelhano

Fame & Price (6)

Alan Price - "I Put A Spell On You"

Uma sugestão sobre o imposto "preventivo"

É comum nas empresas incluir nos respectivos orçamentos uma ou mais verbas "em contingência", isto é, que só poderão ser desbloqueadas caso isso não ponha em perigo os objectivos orçamentais fixados ou cuja libertação seja absolutamente necessária para os atingir. Digamos que tal funciona como uma medida de precaução.

Ora tendo o governo justificado o lançamento do imposto extraordinário, pelo menos em grande parte, como medida "preventiva" para assegurar a indispensável cumprimento do "déficit" acordado para 2011 - objectivo que não coloco minimamente em causa - penso seria também justo que o valor total ou parcial desse imposto pudesse ser devolvido aos cidadãos contribuintes se e uma vez verificada a não necessidade da sua utilização para se atingirem os objectivos acordados no MoU. Que acham? É ou não uma boa ideia? No fundo, como até acho, nestas condições, os cidadãos não se importariam muito de abdicar dos juros devidos, tratar-se-ia, no fundo, de um empréstimo ao Estado, a custo zero, no valor total ou parcial do montante da tal sobretaxa aplicada sobre os rendimentos de 2011 sujeitos a IRS.  

sábado, julho 23, 2011

sexta-feira, julho 22, 2011

"Almost Strangers" (10)

"Almost Strangers", de Stephen Poliakoff (2001)

Os contratos dos futebolistas

Enquanto alguns clubes de referência, assumindo as respectivas perdas (que raio!, perdem tanto dinheiro com disparates de gestão...), não decidirem accionar judicialmente ou tratarem de colocar sem competir jogadores que façam chantagem sobre os clubes para a rescisão unilateral de contratos livremente celebrados e em vigor, dando um exemplo rigoroso de cumprimento contratual, estas "cenas macacas" de início de época, com jogadores, muitas vezes pressionados por empresários, a decidirem que querem mudar-se para o clube X ou Y "porque sim", irão continuar a manter-se indefinidamente, prejudicando gravemente o funcionamento dos clubes e a imagem global da indústria. Alguém está a ver atitudes destas na NBA, por exemplo? 

Fame & Price (5)

Georgie Fame - "Sitting In The Park"

Lucian Freud (1922 - 2011)

Elizabeth II
Retrato publicado originalmente neste "blog" no dia 26 de Setembro de 2006 como nº1 do tema "Anglophilia"

A propósito do aumento dos transportes

O aumento de 15% no custo dos transportes é uma daquelas medidas que penaliza essencialmente os mais pobres - maioritariamente os "heavy users" dos transportes públicos -, já de si também penalizados por viverem em zonas mais degradadas, onde a qualidade de vida é menor e normalmente situadas mais longe dos locais de trabalho - obrigando, por isso, a longas deslocações. Veremos como e em que medida o, prometido para Setembro, título de transporte para os utentes de menores recursos tornará mais "ligeiro" este aumento.

Por outro lado, embora não pense esta medida vá directamente fomentar o transporte individual de modo significativo (a maioria dos "heavy users" ou não tem carro ou continuará para eles a ser bem mais caro recorrer a ele diariamente), ela vai ao arrepio do que são as políticas desenvolvidas hoje em dia nos países mais civilizados, que, por razões energéticas, de mobilidade urbana e emissões de CO2, tendem a desincentivar fortemente a utilização do automóvel nas zonas urbanas e suburbanas.

Ok, mas o "déficit" das empresas de transporte é mesmo, utilizando a expressão do momento, insustentável. Que fazer, então? Bom, parece-me ser melhor esquecer a peregrina ideia de cada um pagar segundo os seus rendimentos: quem tem passe social (os "heavy users", portanto) já são maioritariamente os mais pobres e parece-me de difícil concretização técnica uma medida que descrimine os utilizadores em função dos rendimentos, talvez com excepção dos desempregados, beneficiários do rendimento mínimo e de outro tipo de transferências sociais de sobrevivência. Por isso mesmo, para além da racionalização de custos nas empresas - o que, em parte, tem vindo a ser feito com a supressão de carreiras e modificação de horários mas necessita de aprofundamento) restará uma política que penalize financeiramente a utilização do transporte individual e transfira esses recursos para o sector público de transportes. Como? Bom, tendo em atenção a elevada fiscalidade já existente no sector automóvel e dos combustíveis (não me parece qualquer governo tenha capacidade ou vontade política para enfrentar os custos de um seu muito maior agravamento, bem como "ousar" ir contra os interesses dos grupos de pressão respectivos), penalizando fortemente o estacionamento e a circulação urbana, aumentando o custo de algumas portagens (por exemplo, com o comboio na ponte 25 de Abril não se compreende a respectiva portagem se mantenha aos actuais níveis) e implementando outras (outro exemplo: porque razão a entrada em Lisboa através do IC 19 não poderia ser portajada?).

Problemas? Bom, o principal é que os governos assentaram toda a sua estratégia dos últimos 30 anos (para não recuar aos anos 60 do século XX), principalmente a ligada ao desenvolvimento das áreas urbanas e suburbanas, no primado do transporte individual. À direita achou-se - mal - que o desenvolvimento dos transportes públicos, e principalmente da ferrovia, era coisa mais ou menos esquerdizante, quando é apenas uma medida de carácter civilizacional. No centro-esquerda, na social-democracia representada pelo PS, deve ter-se considerado que isso era coisa de PCP e extrema-esquerda, e como as eleições se ganham "ao centro" era melhor deixar tudo como estava. Criou-se assim, principalmente nas zonas urbanas, um modelo civilizacional e de qualidade de vida efectivamente ligado à utilização do automóvel, mas também uma inércia e um "way of doing the things" que, tanto do lado de governos como de cidadãos, será agora bem difícil, e eleitoralmente custoso, vencer e inverter. E enquanto não houver coragem para enfrentar de frente tal problema, continuemos, pois, a penalizar alegremente os mais pobres. 

quinta-feira, julho 21, 2011

"Almost Strangers" (9)


"Almost Strangers", de Stephen Poliakoff (2001)

SLB: ontem e "ao vivo"

Tal como aqui já tinha dito, o primeiro jogo do SLB que vi "ao vivo" nesta pré-época (ontem, contra o Toulouse) confirma que um meio-campo com Matic e Witsel e um ataque sem Cardozo tornam a equipa simultâneamente mais equilibrada, mais "curta" e com maior capacidade para "ter bola" e fazê-la circular. Resolve-se assim um dos problemas da época passada.

Mas, em contrapartida, falta à equipa um "ponta de lança" para jogar neste modelo, já que nunca poderá ser um "poste" do tipo Cardozo (que fará sempre falta nas bolas paradas...) a fazer esse papel, mas um jogador mais próximo das características de Falcao, por exemplo. Assim, com jogadores demasiado iguais (Gaitán, Perez, Saviola, Bruno César, Jara, Rodrigo, Mora e até Aimar) e sem um "matador" para este modelo, o jogo da equipa torna-se demasiado redundante, pouco objectivo e ainda menos eficaz.

É este o dilema e, mais uma vez, não a defesa, que com Luisão, Garay, Maxi, Capdevilla, Emerson e ainda Amorim não me preocupa grandemente. 

quarta-feira, julho 20, 2011

"Almost Strangers" (8)

"Almost Strangers", de Stephen Poliakoff (2001)

Fame & Price (4)

Georgie Fame & Alan Price - "Great Balls Of Fire"

Matemática e Português

Não sou nem nunca fui professor, e por isso a minha experiência didáctica é necessariamente muito limitada. Mas, apesar disso, interrogo-me sobre se a falta de aproveitamento nas disciplinas de matemática e português tem assim tanto que ver com o número de tempos lectivos das disciplinas em causa, e, por isso, se resolve com o aumento do número de horas lectivas das matérias, como decretou agora o ministro Nuno Crato retomando uma ideia que, tanto quanto julgo saber, já vem de Mª de Lurdes Rodrigues, se as suas origens são bem diferentes e diversas, devendo o problema ser encarado de forma mais abrangente, que integre ou não esse aumento da carga horária. Por mim, opinião de quase-leigo, ligo mais a falta de aproveitamento na disciplina de português à ausência de hábitos de leitura (nenhuma novidade, aqui) e na matemática ao facto de ser uma disciplina que, para além de um trabalho diário, sistemático e muitas vezes repetitivo, exige uma capacidade de concentração bem maior do que qualquer outra. Como isto se resolve? Integra tal resolução o aumento da carga horária e constitui esta elemento-chave? Francamente, não sei. Mas, muito mais do que decisões que me parecem mais ou menos avulsas embora caiam sempre bem, gostaria de conhecer qual a estratégia do governo para ajudar a resolver tal problema.

terça-feira, julho 19, 2011

"Almost Strangers" (7)


"Almost Strangers", de Stephen Poliakoff (2001)

Ainda o "dress code" da UC

Tal como disse, não gosto de me repetir, e, por isso, não me vou debruçar sobre a questão das normas de vestuário da Universidade Católica. Quem tiver paciência para ler o que escrevi e "linkei" no "post" anterior entenderá facilmente a minha opinião genérica sobre a questão dos "dress codes", assunto que em Portugal insiste em levantar tanta desnecessária celeuma.

Mas, tendo dito isto, talvez seja interessante irmos um pouco mais longe e interrogar-mo-nos sobre quais as motivações e objectivos últimos da "Católica" ao estabelecer tais normas - aliás, bastante flexíveis e aligeiradas - para os seus alunos e professores. O que a UC, que alcançou merecido prestígio numa época pós-revolução em que as universidades do Estado viviam período de alguma agitação, pretenderá não é mais do que acentuar algum carácter elitista (a palavra é aqui usada sem qualquer sentido pejorativo, note-se) da instituição, tentando assim marcar a diferença e assumir um "posicionamento"que lhe permita aumentar a sua quota de mercado face à cada vez maior concorrência e prestígio de algumas universidades do Estado, principalmente a Clássica e a Nova.

Dir-me-ão, talvez, que o que interessa fundamentalmente para estabelecer um "ranking" universitário é a qualidade de ensino e o modo como isso se reflecte no mercado de trabalho. Claro. Mas não existindo, pelo menos nas áreas de Economia e Gestão, as que conheço melhor, uma diferença significativa que justifique o custo acrescido, um pequeno empurrão em termos de "imagem" não deixará de dar um bom contributo e, para além de tudo o mais, talvez não seja assim tão mau que também aqui, na questão das indumentárias, os alunos ganhem alguma experiência que lhes será com certeza muito útil para o resto das suas vidas.

Anglophilia (86)






Eton 4th of June

"ab origine": esses originais (quase) desconhecidos... (15)

O original dos Top Notes de "Twist & Shout" (Bert Berns-Phil Medley)
Produção de Phil Spector (1961)

A versão dos Isley Brothers, na qual os Beatles se inspiraram (Junho de 1962)
#17 nas USA pop charts e #2 R&B

A versão dos Beatles, com John Lennon como vocalista e incluída no seu 1º álbum, "Please, Please Me", editado em Março de 1963

A "Católica" e os "dress codes"


A propósito da recente polémica sobre as normas de "vestuário" da Universidade Católica, e porque não gosto de me repetir, tudo o que tenho escrito neste "blog" sobre "dress codes" (e é bastante: o tema interessa-me) está aqui.

segunda-feira, julho 18, 2011

Songs of the WW II (21)

"Almost Strangers" (6)

"Almost Strangers", de Stephen Poliakoff (2001)

O SLB de ontem

Ontem, na primeira parte contra o Anderlecht, sem Cardozo e com Matic e Witsel a meio-campo, a equipa resultou mais compacta, mais unida, com os jogadores mais perto uns dos outros e com maior capacidade para ter a bola e fazê-la circular. Percebe-se porque Cardozo, apesar de toda a sua utlidade e dos golos que marca, tem sido um mal-amado de muitos treinadores e como jogadores com o seu perfil (Peter Crouch, por exemplo) têm dificuldade em encontrar o seu espaço no "grande futebol".

Três perguntas sobre o "romance" Bairrão

A propósito do "caso" Bernardo Bairrão, deixem-me voltar um pouco atrás na história e começar por aqui, s.f.f:
  • O que levará  um administrador de um dos maiores grupos ibéricos de comunicação a deixar o seu bem remunerado e profissionalmente atractivo lugar para aceitar uma secretaria de Estado onde auferiria um salário muitíssimo inferior?
  • O que levará um primeiro-ministro a convidar para uma secretaria de Estado da Administração Interna alguém sem qualquer experiência política conhecida e sem "curriculum" que o recomendasse para uma área politicamente tão sensível?
  • O que nos poderiam revelar as respostas a estas duas perguntas sobre as motivações dos convites para cargos governamentais bem como para a respectiva recusa ou aceitação?

domingo, julho 17, 2011

"Velvet Goldmine" (10)

Roxy Music - "Virginia Plain"
Banda sonora de "Velvet Goldmine", de Todd Haynes (1998)

Cavaco Silva, o euro fraco e uma concepção de vida

Estas afirmações de Cavaco Silva sobre o valor do euro, para além de todos os comentários sob o ponto de vista estritamente económico que possam sugerir e não vou agora e aqui glosar (nada acrescentariam de muito relevante ao que já foi escrito), exprimem, no fundo, o atavismo de um provinciano de Boliqueime, do "filho do senhor Teodoro da bomba" que gostaria a Europa fosse um pouco mais à imagem e semelhança do "seu" Portugal, do grupo da praia dos Olhos de Água dos anos 50 do século passado, em vez de ser este a tornar-se mais cosmopolita, mais próximo da mentalidade,valores e comportamentos dos Estados mais desenvolvidos e civilizados da zona euro e da UE. Em minha opinião, acho nunca o actual Presidente da República exprimiu de modo tão claro aquilo em que verdadeiramente acredita.

Nota: não sei se BE e, em certa medida, o PS já perceberam que a concepção de Cavaco Silva de competitividade através de um euro fraco não é muito diferente da que preside ao corte da TSU, isto é, ao de um aumento de competitividade por via da desvalorização do factor trabalho. Acho bem que não reparem só na árvore e vejam também a floresta. Para além disso, com uma Alemanha pujante e a crescer a um ritmo anual de 4%, é batalha perdida à partida. Uma das tais que, portanto, não vale a pena, sequer, tentar travar.

Country Life (12)




Taplow Court (Buckinghamshire)

sábado, julho 16, 2011

"Shindig" - 1965 (5)

1. Rolling Stones - "The Last Time"
2. Sonny and Cher - "We're Gonna Make It"
3. Bobby Sherman - "Ready Teddy"
4. Rick Lancelot - "Doctor Feelgood"

SLB: e o que mais adiante se verá...

Ora vamos lá partir do princípio que, por uma vez, os jornais desportivos falam verdade e Capdevilla e Emerson serão mesmo jogadores do SLB. Claro que percebo a contratação dos 33 anos de Capdevilla, um jogador muito experiente, habituado ao grande futebol" e que, por isso mesmo, dá garantias de entrar na equipa sem quaisquer problemas. Assim, o tal de Emerson poderá ir adaptando-se, apesar de ter já experiência do futebol europeu. Digamos que esta é a opção segura.

Muito bem, mas tal só acontece porque falharam Shaffer, César Peixoto, Carole é para ver o que pode dar no futuro e Fábio Faria, que, lembre-se, foi contratado por ser também opção para a esquerda, não funciona com os princípios de jogo de Jorge Jesus, que requerem laterais ofensivos (Maxi, Amorim e André Almeida são médios de origem e Coentrão um extremo).

E partindo desse tal princípio que, por uma vez, a imprensa desportiva fala verdade, e "a Bola" costuma ser porta-voz dos interesses do meu clube, virá Eduardo, um guarda-redes mediano, para suplente de Artur Moraes. Aqui, a questão já me ultrapassa, e prova que os clubes de futebol e respectivas SAD não são empresas ou instituições como as outras. Porquê? Porque se o fossem há muito sócios e accionistas do clube e da SAD teriam convocado assembleias gerais para que Luís Filipe Vieira e Rui Costa explicassem a política de contratações e de gestão de recursos humanos do futebol profissional do clube. Assim sendo, limito-me, modesto "blogger", a deixar por aqui testemunho da minha estranheza.

sexta-feira, julho 15, 2011

"Almost Strangers" (5)


"Almost Strangers", de Stephen Poliakoff (2001)

Sem mercê(s)

Não há nada que melhor exemplifique a total falta de autoridade do Estado e, simultâneamente, a ausência de um mínimo admissível de espírito democrático e respeito pelo Estado de Direito nas forças de segurança do que esta inenarrável história da "baixa" colectiva na esquadra da PSP das Mercês, digna de uma qualquer República de São Teodoro. A culpa? A responsabilidade? Claro que dos sucessivos governos, que sempre preferiram ceder às corporações policiais (que tendem a formar um Estado dentro do Estado) e submeterem-se ao securitarismo populista dominante em vez de se afirmarem através de uma atitude didáctica e exercerem firmemente a sua autoridade democrática. Um acontecimento que me faz sentir vergonha de ser português. 

À ministra Cristas

Gosto de gravatas, "prontos". Ao longo da vida a minha profissão sempre me "obrigou" a usá-las, o que fazia com gosto. Hoje, afastado da vida das empresas, uso-as menos e, por vezes, arranjo pretexto para pôr uma, mesmo se podia passar sem tal. Devo dizer, tenho bastantes. Para aí umas oitenta, talvez. De seda e de lã. Regimentais, de cornucópias, às pintas (como as pessoas distintas) e às bolas (como os tipos estarolas). Com motivos de caça. Lisas, de malha. De clubes. Da Drake's, da Michelson's e etc, mas também muitas de origens não tão nobres. Compradas em Portugal e em muitos outros pontos do mundo.  Tenho também daqueles úteis estojos para as transportar em viagem. E também gosto de usar suspensórios, presos em botões adequados nas calças, e lenço de bolso. E pronto, não gosto de gravatas Hermès, sorte a minha com o que poupei.

Perguntam-me-ão neste ponto para que serve este arrazoado? Apenas para concluir que tenho uma sorte danada em não trabalhar com a ministra Cristas. Teria que me revoltar e dizer "alto e bom som": "quero ir de gravata, porra!

Nota: já agora, será que a ministra Cristas acha que os funcionários do ministério sem gravata ficam todos parecidos com Paulo Portas ou Nuno Melo em traje idêntico? Quando começarem a aparecer de camisas aos quadrados, "polos" às riscas e sapatinho "Portside" quero ver o resultado. Senhora ministra Cristas: e se começasse a pensar em fazer alguma coisa de útil? Olhe que o país bem precisa.

quinta-feira, julho 14, 2011

A conferência de imprensa

Confesso não entender muito bem das razões de uma longa e entediante conferência de imprensa - um pouco como aquelas corridas tácticas de 10 000m que normalmente se designam por 400m de corrida com 9 600 de balanço - quando aquilo que era, de momento, relevante e quantificável eram os esclarecimentos sobre o imposto extraordinário, como e a quem seria aplicado e as razões que o justificavam. O resto, incluindo eventuais cortes na despesa, calendarizados e quantificados (espera-se...), bem melhor ficaria, apresentado de forma já mais estruturada, quando da apresentação do enquadramento macro-económico e  linhas gerais do Orçamento Geral do Estado para 2012. Além de tudo o mais, explicar apenas as questões técnicas relacionadas com o imposto extraordinário teria evitado, pelo menos por agora, as críticas pertinentes à ausência de medidas de corte na despesa e a explicação atabalhoada do ministro sobre o "desvio colossal", desmentindo metade do PSD e colocando em dificuldades o primeiro-ministro. Focar no que é, a cada momento, essencial, é o conselho que me permito dar a este governo.

"Arte Popular" e o Estado Novo (18)

Paulo Ferreira - "Terra Saloia"

"Almost Strangers" (4)


"Almost Strangers", de Stephen Poliakoff (2001)

quarta-feira, julho 13, 2011

O "desvio colossal" e os mercados

Haverá todas as razões para contestar as afirmações de Pedro Passos Coelho sobre o alegado "desvio colossal". Eu próprio já aqui o fiz. Mas invocar que tais afirmações desestabilizam os mercados parece-me pouco sério ou sintoma de que nada se aprendeu nos últimos dias. Os mercados, as agências de "rating", já provaram, e não só no caso português como também nos mais recentes da Irlanda e Grécia, que o que se vai passando em cada país, mesmo nos que vão cumprindo todos os critérios acordados com as entidades envolvidas nos respectivos resgates, pouca ou nenhuma influência têm no seu comportamento. Muito menos o terá uma afirmação gratuita de um primeiro-ministro pouco experiente tentando acalmar as hostes em reunião partidária.

Hammer (2)


"The Plague of the Zombies" (1966)

"Almost Strangers" (3)


"Almost Strangers", de Stephen Poliakoff (2001)

O "desvio colossal"

Quando o primeiro governo de José Sócrates tomou posse pediu a uma entidade credível e independente (o Banco de Portugal) para efectuar um cálculo do "déficit" público que transitava do governo de Pedro Santana Lopes. Claro que essa avaliação foi feita do modo que mais convinha ao governo do PS, projectando um "déficit" anual caso nenhuma medida para o seu controlo fosse entretanto tomada, mas de qualquer modo tal metodologia não foi escondida e os números, assim avaliados, foram tornados públicos.

Agora, depois de uma combinação espúria entre os números reais do primeiro trimestre e os orçamentados para o total do ano, que prova coisa nenhuma, Pedro Passos Coelho falou numa "derrapagem" justificativa do imposto extraordinário. Ontem veio falar de "desvio colossal". Seria bom que, de uma vez por todas, quem de direito (INE) avalizasse e quantificasse, ou não, tais afirmações, para que todos pudéssemos avaliar com mais rigor do trabalho deste e do anterior governo. Até lá, estas afirmações valem o que valem: coisa nenhuma em termos de análise financeira e muito pouco, por canhestras, em termos de propaganda política.

SLB: problemas na defesa ou algo mais estrutural?

Contrariamente ao que leio e oiço vindo dos comentadores e jornais desportivos, o que me preocupa mais no SLB desta pré-época não é a defesa: com os regressos de Maxi e Luisão, a vinda de um jogador experiente e de nível elevado como Garay e a contratação iminente de um lateral-esquerdo, o assunto ficará em princípio resolvido, pese embora o problema chamado primeiro jogo da pré-eliminatória da Champions League. O que me preocupa é algo mais estrutural, como sejam os equilíbrios defensivos da equipa, a sua dificuldade em sair a jogar e fazer circular a bola desde o seu sector recuado quando as transições rápidas "não saem" (falha muitos passes) e as poucas ocasiões de perigo e os apenas dois golos marcados nos jogos com Servette e Dijon, nos quais Cardozo não marcou.

Enfim... nada disto é, claro está, definitivo, mas veremos como vai evoluindo.

terça-feira, julho 12, 2011

Nunca é demais elogiar o que tem sido a actuação da Presidente da A.R.

Uma vez mais, cabe-me a justiça de elogiar Assunção Esteves. Em época de crise e em país no qual tantas vezes os direitos humanos têm um papel puramente instrumental, isto é, invocam-se apenas enquanto dão jeito, estas afirmações da Presidente da Assembleia da República, com a importância e autoridade de virem da segunda figura do Estado, constituem um enorme exemplo de actuação democrática e provam que muita vezes é o perfil pessoal de cada um que também contribui para definir o conteúdo de um determinado cargo político. Que diferença para Cavaco Silva!

História(s) da Música Popular (185)

Johnny Rivers - "By The Time I Get To Phoenix" (Jimmy Webb)

Isaac Hayes - "By The Time I Get To Phoenix" (Jimmy Webb)

Jimmy Webb (II)

Ora aqui está um caso bem interessante em que (quanto a mim) as duas versões de referência do tema não são nem a interpretada pelo autor (que desconheço se alguma vez a gravou em estúdio ou editou em disco, mas da qual existe uma interpretação "ao vivo" na BBC), nem a que obteve maior sucesso popular (Glen Campbell, #2 do "hit parade" "country" em 1968). Para mim, as duas referências do tema mais famoso de Jimmy Webb e um dos mais tocados de sempre da música popular, com versões que vão de "crooners" como Frank Sinatra e Dean Martin, ao "soul" de Soloman Burke e ao "rhythm & blues" de Georgie Fame, aliás uma das minhas interpretações favoritas, são o original de Johnny Rivers (1965) e a versão mais longa do tema (18' 40''), a de Isaac Hayes, um dos nomes de referência da Stax/Volt, incluída no álbum "Hot Buttered Soul", de 1969.

Aliás, e voltando a Johnny Rivers, a sua colaboração com Jimmy Webb ficou bem patente em álbuns como "Changes", que inclui "By The Time I Get To Phoenix", e "Rewind", onde podemos encontrar alguns dos melhores temas de Webb e por onde iremos andar nos próximos "posts" de "História(s) da Música Popular.

"Almost Strangers" (2)


"Almost Strangers", de Stephen Poliakoff (2001)

segunda-feira, julho 11, 2011

O SLB e o seu sistema táctico

Confesso não amadureci o assunto suficientemente, e até acho que o sistema não tem qualquer tradição no SLB, o que tem a sua relevância. Mas... e se a equipa, sem alterar o seu modelo de transições rápidas e alguns dos seus princípios de jogo, mudasse o seu sistema para um 4x3x3 com Javi como "pivot" defensivo, Matic (ou Ruben Amorim) como "box to box" e um "10" (Aimar, Gaitán, Martins ou outro) com menor raio de acção e mais próximo de Cardozo, podendo este também ser apoiado pela tendência dos extremos do SLB para efectuarem diagonais? A equipa não estaria assim mais equilibrada, não teria mais bola e tal não permitiria sair melhor a jogar pelo meio, compensando defensivamente o adiantamento dos laterais e desgastando menos Aimar ou outro qualquer "10"?

Como disse, não tenho certezas, mas talvez fosse interessante Jorge Jesus pensar um pouco sobre o assunto.

"Almost Strangers" (1)


"Almost Strangers", de Stephen Poliakoff (2001)

domingo, julho 10, 2011

SLB - Servette

A primeira-parte do jogo de hoje contra o Servette foi bem o retrato do pior Benfica da época passada. Com um "pivot" posicional e essencialmente recuperador de bola como é Javi Garcia, sem centrais com capacidade para sair a jogar e um meio-campo praticamente entregue a Aimar contra uma equipa de "posse e circulação de bola", pressionante, o SLB nunca conseguiu ter bola e sair a jogar de forma consequente. Tudo isto agravado pela ausência de laterais consistentes e ofensivos, como Maxi e Coentrão, o que anula um dos princípios fundamentais de jogo de uma equipa que inicia normalmente por aí os seus processos ofensivos. É este, juntamente com a necessidade de conseguir o equilíbrio defensivo, o problema fundamental que a equipa tem para resolver. Jorge Jesus já deveria ter pensado nisso antes.

Já agora: quem são as alternativas a Cardozo e Javi? Não me parece o possam ser Rodrigo, um jogador muito diferente do paraguaio, Matic já se percebeu é mais 8 do que 6 e Nuno Coelho é ainda uma incógnita.

"Shindig" - 1965 (4)

1. Jack Good interviews the Rolling Stones
2. Howlin' Wolf - "How Many Years"
3. The Explosions - "Work with Me, Annie"

sábado, julho 09, 2011

SLB: primeiras notas...

...poucas, porque o adversário não deu para mais:
  1. Mantêm-se modelo e sistema, o que resolve uma dúvida.
  2. Como vai Jorge Jesus equilibrar a equipa, essa, é que é dúvida que se mantém. Contra este adversário não foi preciso pensar no assunto.
  3. André Almeida sabe o que faz em campo e é desinibido. Vê-se que tem escola. Pode não ser jogador para já, mas ou me engano muito ou será jogador de futuro.
  4. Sempre gostei de Miguel Vítor. Sabe o que faz e é o central mais rápido do SLB. Pois, faltam-lhe alguns centímetros.
  5. Que vai Jorge Jesus fazer com Matic? (bom pé esquerdo, noção do passe e do jogo rectilíneo e inteligência de jogo). É um jogador muito diferente de Javi Garcia e parece-me castrador reduzi-lo a fazer o trabalho do espanhol na ausência deste. Pode desempenhar outro papel nestes modelo e sistema? Só a espaços, em circunstâncias muito específicas, parece-me. Bom, JJ mandou-o vir; agora resolva, sff.
  6. O resto ver-se-á, já que contra os miúdos ali do pátio até eu jogo bem.

Pensamento de sábado...

Vamos lá ser claros. Por muita desconfiança que o comportamento das agências de "rating" possa gerar - e não vale a pena negá-lo - tentar resolver o problema, neste momento, através da criação de uma agência europeia teria mais ou menos a mesma credibilidade que deixarmos Pinto da Costa e o FCP nomear os árbitros da Liga. Por isso mesmo, a actual onda de indignação e repúdio bem como os apelos à criação da tal agência europeia, seja lá o que isso possa vir ou não a ser, têm apenas um objectivo: lançar uma "cortina de fumo" tentando esconder aquilo que é essencial, e isso é a total e completa incapacidade para a ortodoxia financeira dominante na UE e na maioria dos seus governos resolver o problema das dívidas soberanas da zona euro.

Vamos então centrar-nos no essencial?

Nota: não me considero um perigoso "esquerdista". Sou um defensor da democracia representativa e de uma economia regulada mas baseada no mercado e na livre iniciativa. Ah!, e não mudei de opinião sobre as agências de rating nos últimos 3 dias. Para que não restem dúvidas.

quinta-feira, julho 07, 2011

Agências de "rating": matar o mensageiro ou mudar a realidade?

As maiores empresas de produtos de grande consumo contratam habitualmente empresas de estudos de mercado para conhecerem em permanência a evolução das prestações das suas marcas nos diversos mercados em que operam. Essa análise incide normalmente sobre valores como quota de mercado, número de pontos de venda onde a marca está presente, "stocks" totais e na área de venda, preços, etc (muitos mais eteceteras), nos vários canais de distribuição e áreas geográficas consideradas. Em Portugal, esse trabalho é efectuado em quase exclusividade pela A. C. Nielsen, que assim detêm uma posição claramente dominante, quando não mesmo monopolista, no mercado. A pergunta que deixo é a seguinte, por analogia com o que se passa com as agências de "rating": se os resultados apurados em dado momento pela A. C. Nielsen são negativos para alguma ou algumas das marcas de uma empresa sua cliente, que deve esta fazer? Rescindir o contrato porque não paga a quem lhe traz más notícias ou, com base nas informações recolhidas, tomar as decisões de gestão que lhe permitam melhorar ou inverter a posição negativa de algumas, ou de alguma, das suas marcas no mercado? Não me parece difícil entender qual a opção mais inteligente...

A onda de indignação

Faz este ano precisamente 50 anos, era eu uma criança, uma onda de indignação varreu o regime. Organizaram-se manifestações, Legião Portuguesa à frente como mandava o ar do tempo, colaram-se cartazes no Rossio, os jornais mais afectos à ditadura, que eram todos excepto a "República" e o "Diário de Lisboa", ambos bem "visados" pela "Comissão de Censura", publicaram textos inflamados e a TV única não deve ter escapado à onda, algo de que não me lembro pois estaria mais interessado no "Bonanza" e no "Robin dos Bosques" de sábado à tarde. Razão? "A mais veemente repulsa pelo cobarde ataque efectuado pelas forças da União Indiana aos territórios portugueses de Goa, Damão e Diu" (a frase, essa, decorei-a para sempre!).

Mas de que vem isto a propósito? Bom, quando vejo e oiço a "onda de indignação" que desde ontem percorre o país, "da mais veemente repulsa pelo cobarde ataque das agências de "rating", talvez a soldo das Pequim e Moscovo do século XXI, acrescento eu, não consigo deixar de recordar o episódio de há 50 anos. Então, como agora, assistiam ao país algumas razões, mesmo reconhecidas pelos que discordavam da presença colonial portuguesa e lhe queriam pôr fim. Então, como agora, a teimosia e vistas curtas de governantes, no caso presente também europeus, conduziram ao desenlace mais dramática. Então, como agora, o poder resolve enfrentar o problema barafustando e e indignando-se, sabendo que está apenas a  lançar uma cortina de fumo propagandística que nada altera de relevante. No caso do chamado Estado Português da Índia foi preciso deixar passar 13 longos anos, milhares de prisioneiros de guerra, ver um exército e um oficial-general humilhados e, por fim, saudar uma revolução para que tudo se normalizasse, Hoje, em democracia, espero bem que sobre a propaganda prevaleça o bom senso, a inteligência e o debate sério de ideias que conduzam  a uma solução rápida da crise que permita a emergência de uma Europa federal. Mais competitiva e também mais justa.  

"Lixo"

Há poucos anos foi a Charlot", que me lembro de frequentar desde os finais da adolescência e onde tratava as empregadas pelo nome e elas pelo meu. Aqui há uns meses a "Piccadilly", da rua Garrett, onde o meu pai comprou gravatas anos a fio e eu ainda comprei algumas, bem como meias "Argyle" (ditas, "de losangos"). Agora foi a "Labrador" (vou guardar o meu cartão-cliente como recordação), com pouco edificante agonia contada hoje nas páginas da Sábado, mas onde a decadência era há meses já bem visível. Resta a Wesley e as gravatas Drake's, agora que uso menos gravata e as tenho ali às dezenas.

Sim, eu sei que vou ficando velho e os meus gostos ultrapassados, mas também não era preciso que mo dissessem assim, de modo tão brutal. "Lixo", não é?

"Empty Bed Blues" - best of good time mommas (8)

Clara Smith (1894 - 1935) - "Ain't Got Nobody To Grind My Coffee"

Foi a venda de Coentrão um bom negócio?

Pode dizer-se que a venda de Fábio Coentrão foi um bom negócio? Bom, tratando-se de um lateral (pronto, um pouco mais do que apenas um lateral...) os 30 M parecem indiciar tal coisa, mas devo dizer que sem se conhecerem as restantes condições do negócio ninguém poderá afirmá-lo - ou ao seu contrário - com rigor. E quais poderão ser essas condições, por exemplo? Sem querer ser exaustivo, lanço aqui algumas pistas:
  • Quais as condições de pagamento do RM ao SLB?
  • Existem jogadores do RM incluídos no negócio e a abater a essa verba?
  • Se sim, como serão valorizados? Ao seu preço de mercado ou acima desse valor, como terá acontecido com Rodrigo, um género de "contrapeso" ao valor pago pelo RM por Di Maria? E quais as condições de compra (totalidade, percentagem - neste caso quem detém o restante e em que condições -, cláusulas opcionais, etc) e de pagamento do seu passe?
  • Esses jogadores, eventualmente incluídos no negócio, são aqueles de que o plantel do SLB precisa para preencher lacunas urgentes? Qual o seu salário, grau de risco desses activos e perspectivas de valorização? Que outras opções existiriam para esse(s) lugar(es)?
Bom... fico a aguardar as cenas dos próximos capítulos para me pronunciar, mas já agora aproveito para perguntar: a compra do passe de Roberto por 8.5M terá ainda algo que ver com a venda de Simão? Com o empréstimo de Sálvio? Ou foi só e apenas péssima gestão?

quarta-feira, julho 06, 2011

Assunção Esteves: um exemplo de democracia

Notícia, num dia em que as más notícias foram regra, que quase passou despercebida e considero de extrema importância e uma lufada de ar fresco em tempos de chumbo. Assunção Esteves, Presidente da Assembleia da República, pediu aos deputados que "não confundissem justiça com segurança". E afirmou ainda: “não é por acaso que alguém chamou aos direitos a religião civil numa democracia”. Por ser raro ouvir um político colocar-se do lado dos "direitos, liberdades e garantias" e contra o securitarismo reinante, vale a pena tal ser salientado. Quando o exemplo vem da segunda figura do Estado e presidente daquela que é considerada - e bem - a "casa da democracia", merece ainda mais ser realçado. Só por estas suas declarações, Assunção Esteves e os seus pares, que a escolheram, honram a democracia.

Um excelente exemplo, que oxalá tenha continuidade e os portugueses saibam valorizar. 

Val Lewton (2)

"I Walked With a Zombie", de Jacques Tourneur (1943)


The Moody's Blues

O governo sofreu ontem à tarde o seu primeiro embate com a realidade e a seu primeiro revés, para não lhe chamar significativa derrota. E, curiosamente, tal não se fica a dever à oposição, aos sindicatos, à "rua", mais ou menos radical, à "geração á rasca", mas, pura e simplesmente, vem de onde um governo de direita, que se assume como liberal, menos (a não ser que estivesse muito atento) a poderia esperar: dos "mercados" e das agências de "rating". O que, de facto, a Moody's veio dizer ao governo foi que não acredita na capacidade da ortodoxia financeira dominante na Europa, e que encontra eco privilegiado e radical no actual governo, para resolver a crise da dívida e colocar as economias dos países periféricos a crescer de modo a cumprirem os seus compromissos. Foi dizer que por muito que as medidas de "austeridade" possam, no curto-prazo, ser eficazes no combate ao "déficit" dos países periféricos terão como consequência lançar estes países uma enorme recessão económica de onde as tais reformas estruturais nunca conseguirão, por si sós, fazê-los sair. Foi "alinhar" com o cada vez maior conjunto de vozes insuspeitas (ver as afirmações de Silva Lopes ontem ao Jornal de Negócios") que, na Europa e no mundo, clamam por uma diferente estratégia e se mostram espantadas e até agastadas pelo facto da UE não conseguir resolver a crise de dois dos seus mais insignificantes Estados.

Dramático é verificar também que a reacção do governo, via Ministério das Finanças, afirmando não entender porque terá "respondido certo e tido negativa", e de alguns dos seus conselheiros como João Duque (patético), prova que ainda não entenderam tal coisa, continuando a assumir convictamente uma estratégia, tornada crença, do tipo de "vitória em vitória até à derrota final". Dramático, para o país, é concluir que, enquanto um raio de luz não iluminar as inteligências europeias, não nos resta mais nada, e isto independentemente da ideologia de cada governo, senão lançar mais e mais medidas de austeridade e cumprir o MoU, sabendo que, no médio-prazo, tal não só nada resolve como aprofundará ainda mais os problemas. Por último, dramático não será, mas também não nos deixará muito descansados pensar como é que um país que, independentemente da capacidade empreendedora de muitos dos seus empresários, sempre cresceu, desde o iluminismo pombalista ao betão cavaquista passando pelos caminhos de ferro de Fontes, encostado ou com a ajuda do Estado e das "obras públicas" poderá vir a transformar-se, por obra e graça de uma legislatura, num país ultra-liberal com taxas de crescimento elevadas (se o conseguirem, tirarei o meu chapéu).

Claro que podemos blasfemar contra as agências de "rating", dizer, porventura com razão, que perseguem interesses privados, que são instrumento de especuladores, que, no fundo, estamos perante uma "self fulfilling prophecy", que a Europa deveria criar uma sua agência própria, etc etc. Tudo isso é defensável e não serei eu a estar em desacordo. Mas a pergunta final que deixo é a seguinte: ceteris paribus, alguém acredita mesmo que Portugal não vai ter que reestruturar a dívida, receber um novo empréstimo e que terá extremas dificuldades em crescer a taxas que lhe permitam pagar aos seus credores e voltar ao mercado na próxima década? Pois...

terça-feira, julho 05, 2011

"Prós & Contras" de ontem

No "Prós & Contras" de ontem, como sempre muito mal dirigido por uma Fátima Campos Ferreira que não se coíbe de emitir juízos primários e não consegue entender quando deve interromper ou não um participante (ontem, primou sempre por interromper as dissertações mais interessantes), António Pires de Lima e Carlos Carvalhas resolveram dar uma triste imagem de si próprios e, por acréscimo, dos políticos e do debate político. Enquanto João Carlos Barradas e Fernando Santos (esse mesmo - os meus parabéns) utilizavam, respectivamente, os seus conhecimentos históricos e políticos e experiência vivida para nos fazerem entender o que se passava na Grécia, salientando diferenças e semelhanças com Portugal, Pires de Lima e Carvalhas, num momento em que era importante os actores políticos prestigiarem-se aos olhos dos cidadãos, entretiveram-se a maior parte do tempo com uma luta de barricadas ideológica, de baixo nível intelectual, utilizando todo o arsenal de lugares comuns mais primários das áreas a que pertencem. Note-se que nada tenho contra a luta política e ideológica (muito antes pelo contrário), mas de dois políticos experientes e cidadãos conhecedores (Carvalhas é economista e Pires de Lima executivo de méritos reconhecidos), esperar-se-ia muito mais do que a "vulgata". Uma tristeza...

"ab origine": esses originais (quase) desconhecidos... (14)

O original (muito Phil Spector "wall of sound") das Ronettes (1965) de "Is This What I Get For Loving You" (Gerry Goffin - Carole King - Phil Spector)
Apenas #75 no Billboard 100 e um dos "singles" pior sucedidos do grupo

A bem mais conhecida versão (pelo menos, na Europa) de Marianne Faithfull (1967 - #43 no UK)

Ópera não é só música para operários (9)

Wolfgang Amadeus Mozart - "Don Giovanni"
"La ci darem la mano"
Don Giovanni: Bryn Terfel
Zerlina: Hei-Kyung Hong
Maestro: James Levine

segunda-feira, julho 04, 2011

Songs of the WW II (20)

Canção da Resistência grega

Independentes...

  1. Após ter sido humilhado na eleição para a presidência da Assembleia da República, o independente Fernando Nobre, protagonista de um dos mais tristes episódios da democracia portuguesa, renuncia ao mandato de deputado e descobre agora que será mais útil ao país e ao mundo na acção humanitária à frente da AMI (resta saber se, depois deste episódio, alguém ainda acreditará na sua seriedade e intenções altruístas da instituição que dirige).
  2. O actual ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, em livro por si escrito e publicado em 2007, manifestou o seu acordo para com uma eventual independência futura das Regiões Autónomas da Madeira e Açores. Devo dizer não considero tal afirmação contenha em si nada de politicamente grave. Considero-a mesmo irrelevante e susceptível de ser incluída no "fait divers" politico. Mas, pelo seu conteúdo politicamente incorrecto (digamos assim), haverá muitos que pensarão o contrário e não deixarão de explorar o tema e dele cobrar os respectivos dividendos.
Enfim, para isto vão servindo os tão elogiados independentes...

A comunicação social em versão "copycat"

Em Portugal (pelo menos, em Portugal) nos últimos anos os "media" têm funcionado utilizando a metodologia "copycat": um deles publica uma notícia, normalmente oriunda de uma agência ou gabinete de comunicação, e, de seguida e de forma imediata, todos se apressam a publicar a mesma, não cuidando de verificar da respectiva credibilidade ou do rigor do seu conteúdo. Na última semana, foi assim com a - "soit disant" - derrapagem do "déficit" (que ainda estou para saber se existe ou não), comparando o valor real do primeiro trimestre com o estimado para o total do ano e tirando daí conclusões absurdas; com o corte no subsídio de Natal, interpretando mal as palavras do primeiro-ministro (o que vai ser lançado é um imposto sobre os rendimentos deste ano sujeitos a IRS que, para os trabalhadores por conta de outrem cuja remuneração provenha apenas do salário (e apenas para esses), será equivalente aos tais 50% do subsídio de Natal - ou de um mês de ordenado - subtraídos do valor do salário mínimo); e ontem com o milhão de euros de poupança com a extinção do cargo de director-adjunto distrital da segurança social, cujas contas até admito estejam certas mas ainda não vi provadas e comprovadas em parte alguma. Digamos que nenhum destes casos é excessivamente grave, embora tenham o condão de me irritar. Mas são suficientemente preocupantes para pensarmos que um dia destes tal metodologia poderá vir a dar mau resultado.