domingo, setembro 11, 2011

De tanto bater o meu coração ainda para...

É sabido: esta equipa do meu clube, no seu modelo de jogo actual, só conhece três velocidades: rápido, muito rápido e rapidíssimo, com os olhos postos na baliza contrária. Por isso, como não sabe "ter bola", fazê-la circular, controlar o ritmo do jogo e pausá-lo quando é preciso, espreitando assim a sua oportunidade, quando o jogo se aproxima do fim e a diferença é mínima tem medo de continuar a jogar no seu "modelo", e ficar assim à mercê de um golo esporádico do adversário. E como não sabe jogar de outra forma fica mais ou menos "orfã", "lost in translation", sem saber muito bem o que fazer. Na melhor da hipóteses, tudo acaba num sufoco (Nacional, Feirense e VSC); na pior, na perda de pontos (Gil Vicente).

Claro que Witsel, mesmo a meio-gás, como ontem, dá maior segurança ao jogo defensivo e tem capacidade técnica e inteligência suficientes para escolher mais vezes a solução segura para sair a jogar. Mas o modelo é o mesmo e o meu coração vai ficando cada vez mais velho e fraco.

7 comentários:

  1. Anónimo9:05 p.m.

    Acrescento que:
    - Colocar Bruno Cesar a jogar como extremo só mesmo na cabeça de JJ.
    - Cardozo aparece sempre cansado depois de uma ida à selecção (as viagens transatlânticas são cansativas).
    - Já é sabido que qualquer equipa de 2º ou 3º plano quem vem jogar à luz...tem como única preocupação não sofrer golos (daí jogarem à defesa) espreitando um oportunidade no contra-ataque.

    Para as velocidades muito rápido e rapidíssimo, faltam jogadores como Di Maria e Ramirez.

    Cumprimentos

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  2. 1. Verdade o que diz em relação a Cardozo.
    2. Esqueceu-se de acrescentar Coentrão. Mas Gaitán, Saviola, Nolito, etc, tb são jogadores rápidos. Mas menos "rompedores"...

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  3. gin-tonic10:26 p.m.

    Cansamo-nos de ver este filme. Umas vezes tem "happy-end", outras não.
    Como há tempos disse, ficaria completamente espantado, se JJ deixasse ficar Urieta na equipa.
    Tem lá melhor? Penso que não!
    Para ter Cardoso plantado na área adversária, preferia o Nelson Oliveira. A tarimba que trouxe da Colombia poderia ter mais utilidade e dar mais frutos.
    Nuno Gomes? Capvilla? Carlos Martins? Quantos mais?
    A impunidade não deveria ser-lhe permitida.
    Cortar-lhe metade do ordenado era o minimo exigivel.

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  4. Só uma nota: Nelson Oliveira é um jogador diferente de Cardozo e ainda não tem andamento p/ estas coisas. E Nuno Gomes já não tem...
    E 4ª f. lá estaremos...
    Abraço

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  5. gin-tonic12:31 a.m.

    ´Caro JC
    Há que arriscar.
    Recordo-me do John Mortimore, um dos melhores treinadores que passou pelo Glorioso,
    Na época de 1976/77, aquilo começou miseravelmente. À 5ª jornada, duas derrotas, dois empates e uma vitória. Não foi de modas lançou Chalana, José Luís, Nelinho e acabámos campeões época com 9 pontos de avanço sobre o Sporting que na 1ª jornada em Alvalade espetou-nos três secos.
    O andamento consegue-se andando.
    Até quarta.
    Um abraço

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  6. Outros tempos, meu caro. Um treinador do "Glorioso" arriscava-se a ser campeão!
    Até 4ª.

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  7. gin-tonic12:14 p.m.

    Mário Wilson dixit.
    Sim, de facto, outros tempos. É por esses tempos que ainda suporto a reles negociata em que o futebol se tornou.
    Um abraço

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