Penso, uma coisa este governo terá já compreendido: a "paz social", a ausência de contestação ou a sua manutenção em "banho maria" têm menos que ver com a contestação sindical, as manifestações e greves da CGTP, do PCP e BE, das várias "gerações à rasca"ou dos "precários inflexíveis", mas estará mais, muito mais, ligada à ausência de medidas que possam afrontar as corporações do costume. Aliás, fácil foi perceber que não foi a rua da CGTP e afins, mas sim o Sr. Litério da Anadia, os juízes e magistrados de António Martins e João Palma e os professores, conjuntural e oportunisticamente mobilizados por Mário Nogueira, que tramaram José Sócrates e as veleidades reformistas do seu primeiro governo.
E outra coisa, ligada a esta, também o governo já terá compreendido: não pode haver cortes significativos na despesa do Estado que não passem por uma ainda maior contracção das transferências sociais ou de cortes nos salários dos funcionários públicos sem medidas e reformas que afrontem o poder das corporações, e não afrontar esse poder é condição sine qua non para eliminar qualquer veleidade de contestação ao governo ou a mantê-la nos limites do tolerável. Por isso mesmo, este governo resistirá enquanto puder a avançar com quaisquer reformas que possibilitem tais cortes. Mas também por uma outra razão: no fim de contas, deve em boa parte a essas corporações a criação do caldo de cultura" que permitiu a sua ascensão ao poder. E que um favor tem sempre de ser pago já todos aprendemos nos filmes...
Ou como diria Erich Maria Remarque "A oeste nada de novo"...por enquanto.
ResponderEliminarOu em versão mais sec xxi...Vamos metendo a mão no vosso bolso, descaradamente, mas mantenham-se calmos nós (os iluminados governantes) não queremos confusões.
Pois, irão evitar "agitar" as corporações enquanto puderem e a "troika" os não obrigar.
ResponderEliminarEsqueci-me da troika. Esquecimento imperdoavel. Claro que a Troika ( e o documento é bem esclarecedor quanto às acções a desenvolver) os há-de obrigar a cumprir o programa (reformas da justiça, saude, etc...) e aí lá irão aparecer umas agitações...essas controlaveis. As incontrolaveis...podem aparecer quando menos se espera (as condições estão criadas).
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