Uma das bases em que tem assentado a estratégia que conduziu o FCP à hegemonia do futebol português tem sido a do fortalecimento do clube à custa do enfraquecimento global da indústria. Quer dizer: para conquistar títulos e assim se fortalecer internamente, partindo daí para algumas relevantes conquistas extra-muros, o FCP, subvertendo a normal concorrência através de actividades que lançaram a suspeição sobre a respeitabilidade global do negócio (actuação junto de árbitros, suspeita de manipulação de resultados, domínio do dirigismo desportivo por meios nem sempre lícitos e transparentes, satelização de políticos, clubes e treinadores, etc, etc) acabou certamente por fazer não só com que muitos espectadores se afastassem dos estádios e dos televisores, como por banir da indústria muita gente com capacidade para a dirigir com competência e a conduzir por caminhos bem diferentes dos actuais.
Por esta razão. e também por ter na sua base uma ideologia que não lhe permite crescer significativamente muito para além das suas fronteiras regionais, o FCP será o clube português que mais se oporá à fusão de ligas nacionais ou à criação de uma Liga Europeia, que possa vir a substituir as ligas nacionais, condição de sobrevivência da indústria e do aumento de competitividade dos principais clubes em Portugal, principalmente do único que, perante um certo declínio do SCP e sua subalternização estratégica face ao FCP, tem neste momento verdadeira dimensão nacional e capacidade de expansão fora das fronteiras: o SLB.
Por esta razão. e também por ter na sua base uma ideologia que não lhe permite crescer significativamente muito para além das suas fronteiras regionais, o FCP será o clube português que mais se oporá à fusão de ligas nacionais ou à criação de uma Liga Europeia, que possa vir a substituir as ligas nacionais, condição de sobrevivência da indústria e do aumento de competitividade dos principais clubes em Portugal, principalmente do único que, perante um certo declínio do SCP e sua subalternização estratégica face ao FCP, tem neste momento verdadeira dimensão nacional e capacidade de expansão fora das fronteiras: o SLB.
Meu caro,
ResponderEliminarNão ia comentar este artigo, porque isto não é artigo nenhum. Isto é um exercício de "umbiguismo" ressabiado, com mentiras repetidas exaustivamente de modo a que possam parecer verdades e com uma demagogia "altarista" fundada em... infundada meu caro, ridiculamente infundada.
Desde logo, a incapacidade para encarar e justificar (pode ler-se engolir) convenientemente o mérito das “relevantes conquistas extra-muros”, que não foram algumas, foram muitas se tivermos em conta a dimensão e realidade do futebol português.
O que afasta os espectadores dos estádios para primeiramente os atirar para a TV, não é o que diz. São: a falta de qualidade, qualidade dos intervenientes e das instalações; as brincadeiras constantes com horários; o custo do espectáculo e respectivas deslocações; etc., etc. O que afasta os espectadores da TV é a descrença…
O seu segundo parágrafo só não me irritou porque me fez rir compulsivamente. Quando, em 2000, formaram o G14, sabe qual, entre os fundadores, era o único clube português? E quando em 2002 aceitaram novos membros, estaria entre eles o CR? Não, não estava. Só em 2007, quando o alargamento se dá a 24 clubes o CR é convidado. (http://en.wikipedia.org/wiki/G-14). A transformação do próprio modelo de competição da CL (com introdução da fase de grupos, talvez os primórdios de uma liga europeia) teve a participação activa do G14e dos seus membros.
Fora de fronteiras, onde se nota primazia do CR é no número de derrotas. Na Taça dos Campeões Europeus (porque a nomenclatura CL só apareceu em 1993 e o slb ainda não teve tempo de…) em 89/90 com o Milan, em 87/88 com o PSV, em 65/66 com MU, em 64/65 com o Inter, em 62/63 novamente com o Milan até que em 60/61 e 61/62 lá se encontram as longínquas vitórias do slb. Ou mesmo na extinta Taça Uefa, em 82/83, com o Anderlecht. Sempre em crescendo, comprovadamente.
Não posso deixar de concordar com o JC quando fala na mais que previsível oposição do FCP. Num contexto desses não passaria de um clube regional. É mais confortável a actual hegemonia interna. E o diabo é que uma hegemonia largamente baseada na trafulhice é dificilmente exportável.
ResponderEliminarBom, meu caro Pois: Estou a falar da substituição das ligas nacionais por uma liga ibérica ou europeia, não na coexistência de ambas como acontece c/ a CL.Quanto ao fastamento do público... Instalações? Os estádios oferecem hoje em dia infinitamente melhores condições aos espectadores, e é o que se vê quanto ao público. Os horários? A Premiership tem jogos à hora de almoço!Deslocações? Mtº mais rápidas do que há 20 anos e, genericamente, mais baratas através das organizações dos clubes e suas "casas". Preço? A preços constantes, os bilhetes não aumentaram. Falta de credibilidade e incapacidade de competir c/ os jogos de Espanha e Inglaterra transmitidos pela TV, o que remete para a necessidade de reformulação dos quadros competitivos de que falo neste "post". Alguém, que não seja adepto entusiasta (e mesmo assim...)de um desses clubes tem paciência para ver um SLB-Naval, um FCP-Olhanense ou um SCP-Portimonense quando pode ver na TV jogos bem mais interessantes e competitivos de Arsenal, Man. United, Madrid ou Barça?
ResponderEliminarAo caro Um,
ResponderEliminarhttp://www.fpf.pt/portal/page/portal/PORTAL_FUTEBOL/COMPETICOES/COMPETICOES_EUROPEIAS/VENCEDORES
São as exportações onde pode ver o que é efctivamente exportado. Onde é baseada a hegemonia, é uma questão de ter ou não a cabeça enfiada no...
Meu caro JC,
O caminho far-se-á sempre caminhando. A substituição poderá acontecer mas vai sempre passar por estágios intermédios dos quais a coexistencia em moldes do tipo CL ou outros do género.
Quanto às instalações, se efectivamente algumas estão efectivamente melhores (as do euro 2004) outras continuam cada vez piores. O que difere essencialmente a Premiership da n/ Liga é que os seus espectadores habituais têm um vencimento, em média, cinco vezes superiores aos da nossa. Deslocações mais rápidas e mais seguras sem dúvida, mas mais baratas? Só se boicotar as portagens, roubar os combustíveis, tiver guardada a marmita e por ai fora. O JC informado como demonstra saberá concerteza o vencimento médio dos tugas! Para não remoer, meu caro, os preços são genéricamente e para os jogos mais interessantes "muito baratos", efectivamente.
Interessante, interessante é ver um Barça - Almeria, ou um Bolton - Raio que os parta. É obvio que os jogos entre equipas grandes, ou entre equipas rivais, ou entre equipas competitiva e qualitativamente equiparadas (por cima) serão sempre muito mais apetíciveis, mas também existem os outros... no futebol e no resto.
Apenas 2 reparos, caro Pois: Onde foi buscar a ideia de que os britânicos ganham 5X mais do que os portugueses? Calculo, em média, 2.5X, e mesmo assim... A ocupação média dos estádios da Premiership é superior a 90% e os principais clubes enchem só c/ os bilhetes de época (e até têm lista de espera), o mesmo acontecendo com o Madrid e Barça. Experimente tentar comprar um bilhete para Old Trafford (70 000), Stamford Bridge (42 000), Bernabéu ou Camp Nou, mesmo para um jogo contra equipas de 2ª linha...
ResponderEliminarO recente aumento das propinas colocando-as perto dos 10.000€ é indício que o seu rendimento deve ser identico ao nosso. 3 ou 4 vezes mais será, concerteza, o seu salário mínimo.
ResponderEliminarCumprimentos.
Vá lá informar-se devidamenre e depois falamos...
ResponderEliminarDo DN: "Este projeto de lei, que entra em vigor no ano letivo que começa em 2012, determina que as propinas subam das atuais 3290 libras (3840 euros) para 6 000 libras (7 000 euros) e, em alguns casos, para 9 000 libras (10 500 mil euros).
ResponderEliminarO montante, que é pago através de um sistema de empréstimos, só será pago de volta pelos estudantes quando estes tiverem empregados com um salário anual igual ou superior a 21 mil libras (25 mil euros)."
Representar uma região não é limitativo, muito pelo contrario. Já ouviu falar de um clube chamado FC Barcelona?
ResponderEliminarO resto do artigo nem merece atenção.