Peço muita desculpa, mas devo ser o único português que não tem uma opinião formada sobre a questão dos “chumbos” no ensino: nunca fui professor e os meus conhecimentos pedagógicos julgo não serem suficientes para formar juízo abalizado. No entanto, diz-me o bom senso, essa coisa tão importante para o vulgar cidadão como o são as “little grey cells” para o belga Hercule Poirot, que talvez seja avisada e asisada a rejeição de duas posições radicais: aquela que defende, à semelhança do que acontecia nos meus já muito longínquos tempos de aluno do liceu nos tempos do ditador Salazar, que aluno com dificuldades é deixado a elas entregue e se não sabe “chumba” e acabou-se; e uma outra, que, de tão absurda, acredito nunca verdadeiramente tenha existido fora do arremesso político e da exploração mediática, que pretende “passa tudo minha gente”, ignorante ou não.
E se - perguntar-me-ão - para além da recusa destas posições radicais admito não ter opinião formada sobre o assunto, porque venho para aqui “mandar palpites” em vez de me remeter a um prudente e avisado silêncio? Por uma razão muito simples: espanta-me o populismo e a demagogia, a ligeireza de raciocínio e a ignorância com que um assunto tão sensível e complexo, que afecta directamente o presente e o futuro de milhões de portugueses e do próprio país, é tratado entre partidos políticos e cena mediática. Mais ainda: é que ao ler e ouvir a pobreza de raciocínio e argumentação, o primarismo dos defensores do “têm dificuldades, não sabem, chumbam”, o tal bom senso que acima invoquei quase me leva a concluir que as ministras Mª de Lurdes Rodrigues e Isabel Alçada até são bem capazes de ter razão...
E se - perguntar-me-ão - para além da recusa destas posições radicais admito não ter opinião formada sobre o assunto, porque venho para aqui “mandar palpites” em vez de me remeter a um prudente e avisado silêncio? Por uma razão muito simples: espanta-me o populismo e a demagogia, a ligeireza de raciocínio e a ignorância com que um assunto tão sensível e complexo, que afecta directamente o presente e o futuro de milhões de portugueses e do próprio país, é tratado entre partidos políticos e cena mediática. Mais ainda: é que ao ler e ouvir a pobreza de raciocínio e argumentação, o primarismo dos defensores do “têm dificuldades, não sabem, chumbam”, o tal bom senso que acima invoquei quase me leva a concluir que as ministras Mª de Lurdes Rodrigues e Isabel Alçada até são bem capazes de ter razão...
Caro Gato Maltês
ResponderEliminarNão há problema com os chumbos.
Quando chegarem aos 23 anos entram nos concursos ad hoc para entrar na Universidade.
É tudo programação à lusitaneidade.
Cordialmente
Desculpe, João, mas, como disse, não tendo uma opinião definitiva sobre o assunto "chumbos" acho ele merece uma abordagem e discussão séria e s/ preconceitos. Coisa que não vejo, infelizmente, acontecer.
ResponderEliminarCaro JC
ResponderEliminarConcedo, mas o mal reside que o Ministério estará, em princípio, a tecer uma norma seriamente pensada, e não está, porque a Ministra, ao aparecer numa entrevista bastante longa, mais parece estar a dizer que "o meu parecer é este... e vocês o que é que acham?".
Daí a minha ironia de programação à maneira lusitana, dado ficar com a sensação de que, ao lançar a acha para a opinião pública, a provocar estilhaços em todos os sentidos, ficar com a sensação, repito de que ninguém sabe verdadeiramente qual a verdadeira medida a tomar para que a guerra da educação não sofra mais desaires.
E neste fingimento em que toda a gente fala, com prejuízo total para as crianças que se vêem rodeadas de pessoas que não sabem o que fazer com elas, transparece a inépcia ou eficácia de resolver problemas, deixando-os a arrastarem-se indefinidamente.
Concedo que a minha ironia também não ajuda, por não ser a pessoa mais avisada para a solução, mas penaliza-me verificar que em tal matéria continuamos mal servidos.
Cordialmente
Tem razão quando diz que a ministra "lançou a bomba" para ver o resultado e concordo que talvez não seja a melhor maneira de discutir o assunto c/ seriedade: quando no "post" afirmo a falta de rigor na discussão do tema refiro-me a todas as partes envolvidas, infelizmente. É pena, pois é dos tais assuntos que mereceria análise atenta; mas, infelizmente, tb dos que mais se presta à demagogia rasteira. Má sina do país!...
ResponderEliminarO fim das retenções segundo Marcelo Rebelo de Sousa aqui.
ResponderEliminarCordialmente
Thanks.
ResponderEliminarCumprimentos