Bastaria ter visto o último jogo entre o Shalke 04 e o FCP para perceber porque Ricardo Quaresma ainda joga em Portugal e não seguiu o caminho de outros jogadores portugueses “concorrentes” como Cristiano Ronaldo, Nani e Simão. Para Quaresma um jogo de futebol é um projecto próprio, unipessoal, um número de circo em que a equipa, onde apenas por necessidade se integra, não é mais do que um pretexto, uma troupe convidada para que o protagonista, o “rapaz do trapézio voador”, possa brilhar (?). Claro que ainda não percebeu que assim cada vez brilha menos, até porque não tem a variedade de soluções de Cristiano, Nani ou Simão e muito menos o génio de um Maradona ou um Futre, jogadores de extracção semelhante mas que mais frequentemente percebiam como e quando era possível desequilibrar. Por isso eram muito melhores. Isso mesmo, Ricardo Quaresma é um jogador com um grande déficit de “inteligência de jogo”, há que dize-lo sem rodeios, mais evidente num futebol cada vez mais colectivo. Esperemos que Scolari lhe explique porque não teve lugar no mundial de 2006 e lhe mostre que no Europeu de 2008 terá quando muito um lugar no “banco”. Muito dificilmente será um jogador de categoria europeia.
De volta, já com os brônquios desimpedidos do excesso de fumo, quero dar a minha concordãncia quanto ao escrito, acrescentando, no entanto, que me parece que o caso de Simão não seja muito diferente.
ResponderEliminarAliás, as recentes (e infelizes) declarações do Simão, denunciam que nunca se "curou" da falta de humildade de que sofre, a mesma "doença" que afecta o Quaresma. Claro que o Simão, sendo mais velho, ganhou um pouco mais de sentido colectivo.No entanto, não lhe auguro grande (extenso) futuro em Espanha, onde não conseguirá nun sobressair como fazia cá, tal a quantidade de craques que lhe fazem concorrência. Aliás, o seu peso na equipa do A. Madrid está bem expresso na sua limitada utilização.
Ora este é um dos grandes problemas com que o seleccionador se terá quue confrontar, uma vez que C. Ronaldo, embora não tenha grandes tiques de vedeta (ou se os tem, disfarça), gosta muito de jogar para a bancada. Bem, e com 3 do ataque a jogarem assim, não há equipa que resita.
Abraço
Meu caro.
ResponderEliminarBasicamente de acordo. Mas Simão sempre foi + colectivo e + decisivo. Nas bolas paradas, p. ex. e como marcador de golos. E tem + inteligência de jogo. No entanto, sempre disse aos meus amigos de estádio, mesmo quando ele jogava no meu SLB, que em Portugal e no Benfica era importantíssimo mas nunca seria um grande jogador a nível europeu. É um caso parecido com o de João Pinto, embora Simão fizesse mais vezes a diferença (nota: não sou adepto de João Pinto). Quem é e pensa rápido, aqui sobressai, apenas pq em Portugal se joga mais devagar e se pensa mais lento. Uma vez no estrangeiro...
Quanto ao Scolari, tem o Nani. É melhor que Simão e Quaresma.