Lê-se no "Público" on line e espanta-se:
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) criticou hoje a realização das provas de aferição nos 4º e 6º anos, considerando que a intenção do Ministério da Educação é responsabilizar as escolas e os docentes pelos resultados dos alunos.
"O ministério de Maria de Lurdes Rodrigues parece pretender que as referidas provas sejam mais um mecanismo de avaliação e responsabilização das escolas e professores, caso as classificações dos alunos venham a ser baixas", afirma a Fenprof, em comunicado.
"Esta intenção, que a Fenprof rejeita e repudia, fica muito clara pelo facto de o Ministério da Educação remeter para as escolas a incumbência de montar estratégias de superação das dificuldades dos alunos, pretensamente diagnosticadas através das classificações por eles obtidas"
Mas então a quem caberá a responsabilidade? Apenas ou essencialmente ao Ministério? Quem terá de definir estratégias para a superação das dificuldades dos alunos? Também só e apenas o Ministério? Nesse caso, para que servem então os professores? Para lerem mecânicamente o que vem nos manuais? As classificações não são, também elas e em conjunto com outras metodologias, método de diagnóstico e avaliação da eficácia da aprendizagem?
Se alguém ainda tinha dúvidas sobre a responsabilidade dos sindicatos do sector, com a conivência das várias equipas que foram passando pelo ministério, no estado a que chegou a educação em Portugal...
Pois... esta gente não se enxerga, e o resultado está à vista!
ResponderEliminarEm vez de críticas racionais e construtivas, é um alarido disparatado por coisas que não faz sentido querer imputar ao Ministério!
Resultado: o descrédito total para a classe, pois estes (e outros!) profissionais dos sindicatos não fazem a mais pequena ideia do que é ser professor, do que é ser aluno, do que é uma escola...
Se ao menos
não fossem destituídos daquele simples aparelho biológico chamado OUVIDO!
Cara Bianca:
ResponderEliminarMtº folgo de ouvir esta crítica sua!...
Estou a ver- e digo-o sorrindo! Pensava que por ser crítica em relação à política ministerial não o era em relação aos sindicatos?...
ResponderEliminarSe tivéssemos sindicatos a sério, muita coisa teria sido diferente desde sempre. Claro que a culpa também é nossa, que fomos ficando agarrados ao dia-a-dia achando que não tínhamos paciência para gastar com essas coisas dos sindicatos. O problema é que eles são INSTITUCIONALMENTE nossos representantes, ainda que não nos representem no verdadeiro sentido do termo. A maior parte do tempo, tentam, isso sim, instrumentalizar-nos. Sem qualquer pudor.
As razões de problemas são mais profundas.
ResponderEliminarO País está em crise educativa generalizada, resultado das políticas governamentais dos últimos 20 anos, que empreenderam experiências pedagógicas malparadas na nossa Escola. Com efeito, 80% dos nossos alunos abandonam a Escola ou recebem notas negativas nos Exames Nacionais de Português e Matemática. Disto, os culpados são os educadores oficiosos que promoveram políticas educativas desastrosas, e não os alunos e professores. Os problemas da Educação não se prendem com os conteúdos programáticos ou com o desempenho dos professores, mas sim com as bases metódicas cientificamente inválidas.
Ora, devemos olhar para o nosso Ensino na sua íntegra, e não apenas para assuntos pontuais, para podermos perceber o que se passa. Os problemas começam logo no ensino primário, e é por ai que devemos começar a reconstruir a nossa Escola. Recomendamos vivamente a nossa análise, que identifica as principais razões da crise educativa e indica o caminho de saída. Em poucas palavras, é necessário fazer duas coisas: repor o método fonético no ensino de leitura e repor os exercícios de desenvolvimento da memória nos currículos de todas as disciplinas escolares. Resolvidos os problemas metódicos, muitos dos outros, com o tempo, desaparecerão. No seu estado corrente, o Ensino apenas reproduz a Ignorância, numa escala alargada.
Devemos todos exigir uma acção urgente e empenhada do Governo, para salvar o pouco que ainda pode ser salvo.